2017-06-13

'Quanto tempo devo passar em cargo inferior a minha qualificação?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/06/2017, com uma ouvinte que recebeu promessas de acerto de cargo, mas que está sendo enrolada e quer saber quanto tempo pode passar neste cargo inferior antes disso prejudicar uma nova contratação.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Quanto tempo devo passar em cargo inferior a minha qualificação?'

funcionária triste

Uma ouvinte escreve: "Fui contratada por uma empresa faz quinze meses, em uma função inferior à minha qualificação. Na contratação, me foi dito que, naquele momento, todos os acertos de cargos e funções estavam congelados, e que a única opção no meu caso seria eu ser admitida na mesma função de uma funcionária que havia pedido a conta. Aceitei, imaginando que o acerto ocorreria em breve tempo.

Passaram-se seis meses, cobrei meu chefe e ele me disse que o acerto deveria ser feito no mês seguinte. Não foi. Cobrei de novo e recebi a promessa de que seria feito, no máximo, em três meses. Também não foi. Já comecei a ficar descrente, mas minha pergunta é a seguinte: quanto tempo posso passar em uma função inferior sem que isso prejudique uma futura contratação em minha real função?"


Bom, para lhe dar um número redondo, eu diria dois anos. Ou, no seu caso, mais cinco meses. Esse seria o tempo em que a memória do mercado ainda se manteria ativa quanto às qualificações para uma função melhor.

Dois anos é mais do que suficiente para que alguém que aceitou uma vaga abaixo da qualificação, encontre outro emprego. Imagino que você esteja procurando um, desde a primeira enrolada que levou aí na empresa.

Caso algum outro funcionário tenha tido acerto de função ou cargo, eu lhe sugiro que deixe de confiar em promessas e, se for o caso, aceite um novo emprego intermediário entre esse que você tem e aquele que você pretende. Não é o ideal, mas seria o menos prejudicial.

Max Gehringer, para CBN.


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